Click e Cérebro

Para que serve um website? Por vezes, algumas ações são tão automáticas e corriqueiras que as adaptamos à rotina, sem questionar. Mas Susan Weinschenk fez diferente e partiu para a pesquisa.



Susan é cientista PHD em Psicologia Cognitiva pela Penn University e acredita que criamos websites para influenciar o comportamento das pessoas. A imensa maioria dos sites, de uma forma ou de outra, tem um ou mais ‘comportamentos alvo´”.



É fato que grande parte da comunicação humana possui a mesma intenção, no que diz respeito a influenciar no comportamento dos demais. Mas a internet ainda é um grande mistério. Não sabemos precisar as inúmeras possibilidades que ganhamos após sua invenção e adoção pela humanidade.



Como a internet nos permitirá influenciar o comportamento de pessoas que não conhecemos? A web permite falar para um mundo amplo, de múltiplas raças, culturas e línguas. É preciso que se encontre algo que nos iguale para que se consiga passar a mensagem de forma correta.



A resposta está no cérebro. Ele nos iguala como humanos e nos faz agir de maneira semelhante.



Quando acessamos um site, por exemplo, buscamos solucionar alguma necessidade – seja um endereço, uma informação, uma comparação de preços – há algo que nos impulsiona para uma pesquisa.



Alguns sites conseguem responder claramente o que precisamos, outros, ainda que tenham conteúdo superior aos demais, podem deixar a desejar em sua exposição.



Para isso existem técnicas de usabilidade e arquitetura de informação que nos mostram em qual disposição devemos organizar as informações virtuais, para que o internauta saiba utilizá-las em seu benefício e entendimento, com facilidade, ainda que não tenha nenhuma familiaridade com o meio virtual.



O estudo sobre a relação entre a usabilidade e nosso cérebro foi aprofundado por Suzan Weinschenk e publicado em seu livro “Neuro Web Design - What makes them click” (Neuro Web Design -O que nos faz clicar). Nele, Suzan analisa a usabilidade como parte de nosso inconsciente e esclarece detalhes simples que podem “enganar” o cérebro do usuário.



Um exemplo é quando mostra que o primeiro produto disponível em uma loja virtual sempre nos servirá de referência quando buscarmos comparações. Por isso o primeiro ítem exposto, em geral, vende mais. Dan Ariely, autor do livro Previsivelmente Irracional, apresentado aqui, também observou esse ponto.



Os mistérios do cérebro humano vêm sendo desvendado a cada dia, superando nossas limitadas expectativas. Como aconteceu quando abordamos sobre a neurocientista Jill Taylor, na palestra que fez no TED em que conta lucidamente sobre o derrame que teve.



Jill também deu uma entrevista para o programa Milênio falando sobre esse momento, que você assiste a seguir.



É magnífico vivermos nesta época.


0 comentários:

Postar um comentário